segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uma Mente Brilhante


<!--[if gte mso 9]> Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE

Título original: (A Beautiful Mind) SIG: Uma Mente Brilhante

Lançamento: 2001 (EUA)

Direção: Ron Howard

Atores: Russell Crowe, Ed Harris, Jennifer Connelly, Paul Bettany.

Duração: 135 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado


ANÁLISE DO FILME UMA MENTE BRILHANTE:
Uma mente Brilhante atravessa as décadas de 1950, 1960 e 1970, e nos mostra um pouco do clima aterrorizante que tomou conta dos Estados Unidos e do mundo por conta da Guerra Fria; Sentimos a necessidade que temos de contar com o apoio das outras pessoas, de sua solidariedade, mesmo quando nos achamos altivos e auto-suficientes; passamos a entender um pouco melhor o que significa estar do lado de lá de um autêntico e intransponível “Muro de Berlim” que é a esquizofrenia; entramos em contato com a teoria de Nash, que de certa forma o auxiliou na superação de suas crises (esforço bem sucedido graças ao trabalho conjunto do próprio Nash, de sua esposa e de alguns amigos).
UM PARECER:
O filme constitui uma boa introdução ao problema filosófico da natureza do conhecimento, na medida em que nem tudo o que John Nash conhece e acredita que faz é real. Muitos acontecimentos e pessoas são criações da sua mente, não saber o que é real ou fantasia provoca estranheza e dor. O conflito com a sua própria mente leva-o a descobrir e a aceitar que algumas das pessoas queridas que o acompanhavam há longo tempo eram apenas produto das suas alucinações. Ao abandonar a medicação, pois os neurolépticos reduziam consideravelmente, as suas capacidades intelectuais e físicas, John Nash recorreu à terapia cognitiva. Inicia, então, um processo de confrontação com as suas próprias fantasias para conseguir distinguir o delírio da realidade. Exemplo disso é a cena em que percebe, que se a sobrinha de Charles nunca cresce, logo não poderá ser real. O realizador faz com que o espectador, durante grande parte do filme, também não saiba, exatamente, o que é real e o que é fantasia do protagonista.
A partir do que foi referido podem surgir questões do tipo: - O sujeito cognoscente conhece uma realidade objetiva, distinta e separada dele?


- Ou conhecerá apenas representações por ele construídas do real?

Nenhum comentário:

Postar um comentário