Que von
tade é essa que nasce na minha alma às três e meia da manhã? Onde está Clarice que não vem me guiar nessa metamorfose que minhas palavras agora sofrem?Quero escrever, minha alma anda sobre carregada de sentimentos, e nesse mundo de silêncio, o papel se tornou a voz muda das minhas mais secretas palavras. E se hoje sou guiada por essa súbita vontade de rabiscar, é por que minha voz foi tomada pelo amargo silêncio dos que jamais se puseram a ouvir meus devaneios.
- Como vai meu Querido Mario de Andrade, por acaso esbarras-te com Clarice?-
A solenidade da noite já não tem sentido sem os olhos de coruja, que Clarisse possui a me fitar. De que adianta escrever se não a terei ao meu lado para compreender os rascunhos que minha alma dita nessa madrugada fria? Na qual nem um café quente consegue aquecer meu corpo, e minhas palavras incompreendidas.
Tenho medo que meus olhos se fechem em sonhos amargos, que esta noite se torne ainda mais escura e sombria. Sonhar deveria ser algo bom, não concorda meu querido amigo Mario?
Definitivamente, esperar respostas é para pessoas que mão aprenderam a ser guiados por sua própria voz da razão.
Irei dormir, o galo anuncia que a aurora logo surgirá. Deixo-te minhas palavras, Clarice, e como retorno receberei seu olhar impactante de coruja a me velar.
Carla Paiva - 3° Ano "A"
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