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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

GRAMÁTICA (PONTUAÇÃO)

PONTUAÇÃO

Pontuação é a “arte de dividir, por meio de sinais gráficos, as partes do discurso que não têm entre si ligação íntima, e de mostrar do modo mais claro as relações que existem entre essas partes”.
São as seguintes notações de pontuação usadas em português, que se dividem em três classes: objetivas, subjetivas e distintivas. Objetivas: 1- vírgula, 2- ponto e vírgula, 3- dois pontos, 4- ponto final; Subjetivas: 1- ponto de interrogação, 2- ponto de exclamação, 3- reticências, 4- parênteses; Distintivas: 1- aspas, 2- travessão, 3- parágrafo, 4- chave, 5- colchetes, 6- asterisco.

Todo tipo de acentos ou pontos que dão mais sentido à frase.

Por exemplo, ficaria estranho falar: eu fui na casa mas não achei o que você queria.
Teria que ser:
Eu fui na casa, mas não achei o que você queria. (Com vírgula)

De ponto: ponto final, de exclamação, vírgulas, de interrogação, etc...

Servem a marcar uma pausa, a acentuar partes da frase quando se escreve senão fica sem sentido e para quando se lê para dar a entonação oral.

Os sinais de pontuação são recursos variados e representam as pausas e entonações da fala. A pontuação dá a escrita maior clareza e simplicidade!

São sinais gráficos empregados na língua escrita para tentar recuperar os recursos específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de silêncio, pausas, etc...

Os sinais de pontuação de uso disciplinado são: ponto, ponto-e-vírgula, dois pontos, ponto de interrogação, vírgula.

Os sinais de pontuação de uso expressivo são: ponto de exclamação, reticências.

Os sinais de pontuação de uso arbitrário/indeterminado são: parênteses, travessão, colchetes e aspas.

O parágrafo não é considerado uma pontuação, ele é uma unidade de texto escrito. Nem o asterisco, este é um sinal gráfico.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

LINGUAGEM VERBAL E LINGUAGEM NÃO VERBAL

Comunicação é o processo de troca de informações entre um emissor e um receptor. Um dos aspectos que pode interferir nesse processo é o código a ser utilizado, que deve ser entendível para ambos.

Quando falamos com alguém, lemos um livro ou revista, estamos utilizando a palavra como código. Esse tipo de linguagem é conhecido como linguagem verbal, sendo a palavra escrita ou falada, a forma pela qual nos comunicamos. Certamente, essa é a linguagem mais comum no nosso dia a dia. Quando alguém escreve um texto, por exemplo, está usando a linguagem verbal, ou seja, está transmitindo informações através das palavras.

A outra forma de comunicação, que não é feita nem por sinais verbais nem pela escrita, é a linguagem não verbal. Nesse caso, o código a ser utilizado é a simbologia. A linguagem não verbal também é constituída por gestos, tom de voz, postura corporal, etc. Se uma pessoa está dirigindo e vê que o sinal está vermelho, o que ela faz? Para. Isso é uma linguagem não verbal, pois ninguém falou ou estava escrito em algo que ela deveria parar, mas como ela conhece a simbologia utilizada, apenas o sinal da luz vermelha já é suficiente para compreender a mensagem.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

GÊNERO TEXTUAL: CRÔNICA

  A crônica é o relato de um ou mais acontecimentos em um determinado tempo. A quantidade de personagens é reduzida, podendo inclusive não haver personagens. É a narração de um fato do cotidiano das pessoas, algo que naturalmente acontece com muitas pessoas. Esse fato é incrementado com um tom de ironia e bom humor, fazendo com que as pessoas vejam por outra ótica aquilo que parece óbvio demais para ser observado.
   Um dos segredos de uma boa crônica é a ótica com que se observam os detalhes, é através disso que vários cronistas podem fazer um texto falando do mesmo fato ou assunto, mas de forma individual e original, pois cada um observa de um ângulo diferente e destaca aspectos diferentes.
    Abaixo segue um exemplo de crônica:


Como Comecei a Escrever
Fernando Sabino
Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias.
Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática — o que, para mim, significava que eu tinha jeito para escritor.
Naquela época os programas de rádio faziam tanto sucesso quanto os de televisão hoje em dia, e uma revista semanal do Rio, especializada em rádio, mantinha um concurso permanente de crônicas sob o titulo "O Que Pensam Os Rádio-Ouvintes". Eu tinha 12, 13 anos, e não pensava grande coisa, mas minha irmã Berenice me animava a concorrer, passando à máquina as minhas crônicas e mandando-as para o concurso. Mandava várias por semana, e era natural que volta e meia uma fosse premiada.
Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero. Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procurava imitar nos meus escritos. 
A partir dos 14 anos comecei a escrever histórias "mais sérias", com pretensão literária. Muito me ajudou, neste início de carreira,ter aprendido datilografia na velha máquina Remington do escritório de meu pai.  E a mania que passei a ter de estudar gramática e conhecer bem a língua me foi bastante útil.
Mas nada se pode comparar à ajuda que recebi nesta primeira fase dos escritores de minha terra Guilhermino César, João Etienne filho e Murilo Rubião -- e, um pouco mais tarde, de Marques Rebelo e Mário de Andrade, por ocasião da publicação do meu primeiro livro, aos 18 anos.
De tudo, o mais precioso à minha formação, todavia, talvez tenha sido a amizade que me ligou desde então e pela vida afora a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, tendo como inspiração comum o culto à Literatura.

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 4 - Crônicas", Editora Ática - São Paulo, 1980, pág. 8.