Mostrando postagens com marcador PRODUÇÃO TEXTUAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PRODUÇÃO TEXTUAL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TEXTO REFLEXIVO



Que von
tade é essa que nasce na minha alma às três e meia da manhã? Onde está Clarice que não vem me guiar nessa metamorfose que minhas palavras agora sofrem?
Quero escrever, minha alma anda sobre carregada de sentimentos, e nesse mundo de silêncio, o papel se tornou
a voz muda das minhas mais secretas palavras. E se hoje sou guiada por essa súbita vontade de rabiscar, é por que minha voz foi tomada pelo amargo silêncio dos que jamais se puseram a ouvir meus devaneios.
- Como vai meu Querido Mario de Andrade, por acaso esbarras-te com Clarice?-
A solenidade da noite já não tem sentido sem os olhos de coruja, que Clarisse possui a me fitar. De que adianta escrever se não a terei ao meu lado para compreender os rascunhos que minha alma dita nessa madrugada fria? Na qual nem um café quente consegue aquecer meu corpo, e minhas palavras incompreendidas.
Tenho medo que meus olhos se fechem em sonhos amargos, que esta noite se torne ainda mais escura e sombria. Sonhar deveria ser algo bom, não concorda meu querido amigo Mario?
Definitivamente, esperar respostas é para pessoas que mão aprenderam a ser guiados por sua própria voz da razão.
Irei dormir, o galo anuncia que a aurora logo surgirá. Deixo-te minhas palavras, Clarice, e como retorno receberei seu olhar impactante de coruja a me velar.
Carla Paiva - 3° Ano "A"

Se você quer que a próxima produção textual a ser divulgada seja a sua, não perca tempo, procure um dos membros da equipe Amolando a Fala.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CRÔNICA HUMORÍSTICA



Crônica Humorística: A greve no olhar de um estudante

Aos meus poucos anos de vida, digo em alto e bom som que nunca havia visto uma manifestação de proporções estranhas, porque se tratava de algo que envolvia meus queridos e amados professores.

A princípio acompanhei tudo de longe. Eu era uma espécie de telespectadora ao vivo, sentindo o calor do acontecimento, até então era tudo novo para mim. Meus professores com faixas, apitos, usando sons mecânicos. Lutavam por uma causa, sua melhora salarial, salário este que me fazia lembrar da infância e rir com a passagem da escolinha do Professor Raimundo interpretado pelo mestre Chico Anysio, quando ele dizia: “e o salário, ó”. Aí vejo um professor lutar tanto, estudar, trabalhar, formar o médico, o advogado, o engenheiro, o político e ganha tão mal! Coisas de nosso Brasil.

Ah! Já ia me esquecendo! A greve, esta tal greve, sabe, é como um aumento de férias, férias é legal, mas o que eu gosto mesmo são das aulas, não precisa de professores na rua, falando alto, andando recebendo um sol escaldante de acabar com qualquer miolo; professores não esqueçam o conteúdo, quando acabar a greve tem aula! Risos!

Atenção! Governantes, paguem melhor nossos professores, nosso país está crescendo tanto, porque não crescemos nisso? Ah sei! O rombo da presidência, ou será em outro lugar! Finalizo indignada com isso, mas feliz porque há pessoas que correm atrás de seus direitos! Parabéns Professores!

Maria das Dores – 3° Ano “A”



Se você quer que a próxima produção textual a ser divulgada seja a sua, não perca tempo, procure um dos membros da equipe Amolando a Fala.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUESTÕES PARA FIXAR CONTÉUDOS

Três questões básicas

Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas:

I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos.

II - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva.

III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentatório.