sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ABUSO DOS TERMOS E SÍMBOLOS DA INTERNET



Hashtag, o aperto de mão secreto do Twitter, se difunde

 

Hashtags, palavras ou frases precedidas pelo símbolo #, têm se popularizado no Twitter como uma maneira de os usuários organizarem e pesquisarem mensagens.
Pessoas tuitando sobre o deputado norte-americano Anthony D. Weiner, por exemplo, podem adicionar a hashtag #Weinergate, e quem estiver curioso sobre o escândalo poderia simplesmente pesquisar por #Weinergate. (...)
No entanto, as hashtags já transcenderam a plataforma dos microblogs de até 140 caracteres e transformaram-se em uma nova cultura de escrita rápida, encontrando seu lugar nas salas de bate-papo, nos e-mails e nas conversas cara a cara. (...)
Rapidamente, as pessoas começaram a usar hashtags para acrescentar humor, contexto e monólogos internos a suas mensagens - e a suas conversas do dia a dia. "É possível vê-las sendo usadas como ironia ou como um tipo de metacomentário. Você escreve uma mensagem, mas não acredita realmente nela, pois o que verdadeiramente pensa está contido na hashtag," afirma Jacob Eisenstein, pesquisador pós-doutorando em linguística computacional da Universidade Carnegie Mellon. (...)
"Uma coisa engraçada que tem acontecido é que as pessoas no escritório começaram a falar usando hashtags - 'Hashtag, desculpe-me, eu estou atrasado', ou 'Hashtag dia ruim'", diz Jane Olson, vice-presidente sênior de marketing da Oxygen Media. (...)
#ObrigadoPorLer #SeVocêSequerConseguiuChegarAtéAqui

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc2906201112.htmAcesso em 06.07.11)

REFLETINDO...



Solidariedade zero - Por Walcyr Carrasco 

Estou na podóloga. Jogamos conversa fora enquanto ela ajeita minhas unhas. Como de praxe, falamos sobre assaltos, tão comuns no dia a dia do paulistano. Recentemente, conta ela, assistiu a um, em frente ao seu salão: três rapazes arrombaram um carro, sem se importar com o alarme, depenaram e fugiram. Fico espantado.
- Você não chamou a polícia?
- Eu não! Tive medo de que eles descobrissem e se vingassem mais tarde.
Observo a rua. Há uma banca de revistas, dois bares e prédios com porteiros devidamente protegidos por grades. Indago:
- Como saberiam, se você está aqui dentro?
- Ah, não sei... Mas o homem da banca disse que eu fiz bem.
(...)
Não me julgo um exemplo. Só tento me colocar no lugar da pessoa. Como me sentiria se me roubassem e todo mundo fingisse não ver? Há maior solidão do que essa? No entanto, abandonar o próximo em uma situação difícil não é uma total falta de compaixão?
Sinto que o cidadão trocou a segurança pela burrice. Durante o papo com a podóloga, questionei:
- E se todo mundo, você, o revisteiro, o pessoal dos bares, os porteiros, chamasse a polícia todas as vezes em que houvesse um assalto?
Ela me olhou admirada. Concluí:
- Em pouco tempo a situação iria se inverter. Os ladrões deixariam de roubar por aqui.
Ela suspirou e terminou de lixar minhas unhas. Prometeu que vai mudar de atitude. Será?
Fui embora com a sensação de que a vida na metrópole será muito melhor quando cada um descobrir que se tornará mais forte ao ajudar o próximo.

Veja São Paulo, 17.06.2009.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ATENÇÃO A AMBIGUIDADE


ATENÇÃO PARA A AMBIGUIDADE: Observem a Linguagem Verbal e a Linguagem Não-Verbal e atentem para o uso da Ambiguidade.

Ambiguidade é a possibilidade de uma mensagem ter dois sentidos. Ela geralmente é provocada pela má organização das palavras na frase. A ambiguidade é um caso especial de polissemia, a possibilidade de uma palavra apresentar vários sentidos em um contexto.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ABAPORU - TARSILA DO AMARAL

Abaporu



Abaporu - Este é o quadro mais importante já produzido no Brasil. Tarsila pintou um quadro para dar de presente para o escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Quando viu a tela, assustou-se e chamou seu amigo, o também escritor Raul Bopp. Ficaram olhando aquela figura estranha e acharam que ela representava algo de excepcional. Tarsila lembrou-se então de seu dicionário tupi-guarani e batizaram o quadro como Abaporu (o homem que come). Foi aí que Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico, com a intenção de "deglutir" a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro. Este Movimento, apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou uma síntese do Movimento Modernista brasileiro, que queria modernizar a nossa cultura, mas de um modo bem brasileiro. O "Abaporu" foi a tela mais cara vendida até hoje no Brasil, alcançando o valor de US$1.500.000. Foi comprada pelo colecionador argentino Eduardo Costantini.



 TARSILA DO AMARAL 
“Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo.”

Tarsila do Amaral foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.
Tarsila foi uma modernista: pintou o Brasil, desrespeitou normas clássicas da pintura tradicional e encheu suas telas de cores, muitas cores. Tarsila conseguiu traduzir em cores vibrantes todas as sombras de um país.